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Guias de Viagem

O que fazer no Porto: guia dia a dia para uma primeira visita


O Porto é uma cidade pequena e fácil de explorar a pé. No entanto, as suas colinas íngremes fazem sentir cada passo. O centro histórico sobe a partir do rio Douro entre escadarias de granito, ruas de calçada e caminhos sinuosos. O rio divide a cidade em duas partes: o Porto, na margem norte, e Vila Nova de Gaia, conhecida pelas caves de Vinho do Porto, na margem sul. A ordem pela qual visita cada local é importante aqui, mais do que em muitas outras cidades.

Este guia organiza as melhores coisas para fazer no Porto ao longo de três dias: primeiro o centro histórico e a Ribeira, depois Gaia e as caves e, no terceiro dia, a gastronomia e o percurso junto ao rio até ao Atlântico. Pode seguir o plano completo ou escolher apenas o dia que corresponde ao tempo que tem disponível.

Ponte D. Luís I sobre o rio Douro ao pôr do sol, com o centro histórico e a Ribeira do Porto ao fundo.


Dia 1: Conhecer o Porto histórico

Passe o primeiro dia a compreender a cidade. Quase tudo dentro do centro histórico classificado pela UNESCO se encontra numa linha descendente: Clérigos no topo, depois as ruas comerciais, São Bento, o terreiro da Sé e a Ribeira junto à água. Faça o percurso por esta ordem e deixe a gravidade trabalhar por si.

Há duas coisas que condicionam o dia: as distâncias no mapa não dizem nada sobre o declive entre os pontos e a calçada de granito do Porto fica escorregadia depois da chuva. Por isso, decida cedo. Se quiser conhecer a história por detrás das fachadas e preferir avançar pela cidade em vez de se preocupar com a orientação, comece com um passeio guiado a pé ou um tuk tuk. Quem prefere explorar de forma independente pode seguir o mesmo percurso a pé.

Comece pelos Clérigos e pela Livraria Lello

A Torre dos Clérigos é o ponto de partida mais óbvio. A torre sineira de granito de Nicolau Nasoni, concluída na década de 1760, oferece a quem visita o Porto pela primeira vez uma das vistas mais úteis da cidade: o centro histórico em baixo, o Douro ao fundo, os telhados das caves de Gaia em frente e o Atlântico a oeste. A localização no topo da colina explica porque muitas das coisas clássicas para fazer no Porto começam aqui. A escadaria é uma espiral apertada sem elevador, por isso confirme os bilhetes e horários no site oficial dos Clérigos antes de incluir a visita na sua manhã.

Ao fundo da torre, a Praça de Gomes Teixeira, conhecida localmente como Praça dos Leões, é enquadrada pelos edifícios históricos da Universidade do Porto e abre para uma zona densa de lojas, cafés e livrarias. A Livraria Lello fica numa destas esquinas: uma livraria de 1906 com uma escadaria carmesim e um teto em vitral, com entrada através de bilhete e quase sempre muito movimentada. Chegar e descobrir que está fechada, ou que a fila já é longa, é um dos erros mais comuns numa primeira visita, por isso consulte primeiro o nosso guia dedicado à Livraria Lello sobre regras de bilhetes e horários de chegada.

Vista da Torre dos Clérigos, no Porto, enquadrada por árvores e por um caminho que conduz até à histórica torre sineira.


Um tour a pé pelo Porto através destas ruas faz a diferença entre fotografar uma porta e perceber porque está ali.

Continue por São Bento e pela Sé do Porto

A partir dos Clérigos, siga para sudeste e desça até à Estação Ferroviária de São Bento. Não a ignore apenas por ser uma estação. O átrio de entrada apresenta cerca de 20.000 azulejos pintados por Jorge Colaço e concluídos em 1916, representando episódios da história portuguesa: a Batalha de Valdevez, a Conquista de Ceuta e a chegada do rei D. João I e de Filipa de Lencastre ao Porto. Os comboios para o Vale do Douro e Guimarães continuam a partir daqui; os horários são publicados pela Comboios de Portugal.

A poucos minutos, subindo, encontra se a Sé do Porto, um edifício românico com aspeto de fortaleza iniciado no século XII, com claustro gótico e um amplo terreiro, o Terreiro da Sé, com vista sobre os telhados em direção ao rio. A informação para visitantes é mantida pelo Visit Porto, o serviço oficial de turismo da cidade.

Entre estes dois pontos, as ruas ficam mais estreitas, as escadas multiplicam se e o piso mantém se irregular. Se precisar de chegar a algum local a uma hora específica, deixe alguma margem.

Termine o primeiro dia na Ribeira

A Ribeira é a recompensa. As ruas descem em direção ao Douro entre casas altas e estreitas em tons de ocre, azul e rosa desbotado, abrindo depois para um cais de esplanadas viradas para Vila Nova de Gaia. A Ponte Dom Luís I fecha a vista numa das extremidades e os barcos rabelos, antigamente utilizados para transportar barris de vinho pelo rio, encontram se atracados nas duas margens.

Tente chegar ao final da tarde e ficar até ao início da noite. A luz torna o granito dourado, as esplanadas enchem e a zona passa gradualmente do turismo para a vida normal. Passear pelo cais não custa nada, o que faz desta uma das melhores coisas gratuitas para fazer no Porto numa viagem em que os bilhetes se vão acumulando.

Barco rabelo tradicional no rio Douro, com a Ribeira e o centro histórico do Porto ao fundo.


Ligar Clérigos, Ribeira e os miradouros mais altos a pé implica repetir várias vezes a mesma subida. O Tuk Tuk no Porto: Clérigos, Ribeira e Vistas percorre o mesmo terreno de forma elétrica e silenciosa, o que ajuda numa tarde quente ou quando viaja com membros mais jovens da família.

Dia 2: Atravesse o Douro para conhecer Gaia e as caves de Vinho do Porto

O segundo dia responde à pergunta que muitos visitantes acabam por fazer: porque se chama Vinho do Porto quando as caves ficam do outro lado do rio? O centro histórico ocupa a margem norte; as casas de Vinho do Porto encontram se em Vila Nova de Gaia, uma cidade diferente situada em frente, do outro lado do Douro.

Atravesse a Ponte Dom Luís I a pé

A Ponte Dom Luís I abriu em 1886 segundo um projeto de Téophile Seyrig, antigo parceiro de Gustave Eiffel, e possui dois tabuleiros. O tabuleiro inferior passa ao nível do cais e leva diretamente à frente ribeirinha de Gaia, entre as caves: é a travessia prática. O tabuleiro superior, partilhado por peões e pela Linha D do Metro do Porto, passa muito acima da água e oferece a vista: a Ribeira empilhada pela encosta, o arco de ferro em baixo, os nomes das casas de vinho pintados nos telhados das caves e o Douro a seguir para oeste.

O tabuleiro superior não é exclusivo dos passageiros do metro; qualquer pessoa pode atravessá lo a pé. Atravesse por um tabuleiro e regresse pelo outro, transformando a ponte numa parte do dia e não apenas numa paragem para fotografias.

As duas travessias são gratuitas, embora o nível superior passe bastante acima da água, algo importante para quem não gosta de alturas.

Explore Vila Nova de Gaia e as caves de Vinho do Porto

O vinho é fortificado no Vale do Douro, cerca de 100 quilómetros rio acima, e depois transportado para Gaia para envelhecer. As condições mais frescas e húmidas da margem sul favoreciam o armazenamento prolongado e a localização de Gaia fora da cidade do Porto oferecia vantagens comerciais históricas aos exportadores.

Os barris desciam o rio em barcos rabelos até o transporte ferroviário os substituir, deixando uma encosta cheia de caves, algumas em funcionamento desde o século XVIII.

Uma visita a uma cave leva o visitante pelas salas de envelhecimento e uma prova explica aquilo que acabou de ver:

  • A escala das cubas e balseiros e porque o tamanho altera o vinho
  • A diferença entre estilos ruby, tawny, branco e vintage
  • Porque um copo sabe a frutos vermelhos e o seguinte a nozes e figos secos

Acima das caves, o Mosteiro da Serra do Pilar possui uma igreja e um claustro circulares pouco comuns e partilha a mesma classificação de Património Mundial da UNESCO que o centro histórico e a ponte. O seu terraço oferece uma das vistas mais claras sobre o Porto a partir do lado de Gaia.

O Tour às Caves de Vinho do Porto e Mosteiro liga a travessia, o mosteiro, as caves e uma prova num único percurso.

Consulte também o nosso guia sobre os estilos de Vinho do Porto.

Passe o início da noite junto ao Douro

As duas frentes ribeirinhas não são iguais. A Ribeira é mais apertada, antiga e movimentada; o cais de Gaia é mais amplo, moderno e olha diretamente para o postal do Porto. Passe o início da noite em Gaia e depois atravesse para jantar.

Abrande aqui. Os cais de granito guardam o calor do dia e os reflexos começam a desfazer se quando a luz desaparece atrás da Ponte da Arrábida. Ver as luzes da cidade acenderem a partir da margem oposta é uma das coisas mais gratificantes para fazer no Porto depois de escurecer.

Dia 3: Prove o Porto e siga o rio em direção ao Atlântico

Ao terceiro dia, a geografia da cidade já começa a fazer sentido, por isso este dia afasta se dos monumentos e aproxima se da comida, dos bairros onde a cidade trabalha e do percurso do rio até ao oceano. Algumas das coisas mais diferentes para fazer no Porto encontram se fora das ruas que a maioria dos turistas percorre nas primeiras 48 horas.

Comece pelo Bolhão e pela cultura gastronómica do Porto

Caminhe para leste a partir da Avenida dos Aliados até ao Mercado do Bolhão, o principal mercado da cidade desde 1914 e reaberto em 2022 depois de uma longa restauração. É um mercado em funcionamento e não apenas um espaço gastronómico: peixe, produtos frescos, flores, enchidos e pão. Também não existe exclusivamente para turistas, e essa é precisamente a ideia. Vá de manhã, quando as bancas estão cheias.

Comer bem está entre as coisas essenciais para fazer no Porto e uma pequena lista de pratos explica melhor a cidade do que muitos museus:

  • Francesinha: sanduíche de várias carnes coberta com queijo derretido e molho de cerveja e tomate, criada no Porto na década de 1950
  • Tripas à moda do Porto: tripas com feijão branco e a razão pela qual os habitantes da cidade são conhecidos como tripeiros
  • Bacalhau: bacalhau salgado preparado de dezenas de formas, facilmente encontrado em bolinhos acompanhados por um copo de Vinho do Porto branco
  • Petiscos: pequenos pratos partilhados à mesa, a resposta portuguesa às tapas
  • Pastéis de nata e bolo de arroz: uma combinação habitual de manhã com um cimbalino, a palavra local para café expresso

Existem dois formatos guiados para diferentes apetites. O Passeio a Pé no Porto: Gastronomia e História coloca a comida dentro da história da cidade e deixa cada pessoa escolher aquilo que quer comprar; o Tour Gastronómico pelo Porto inclui as provas e combina os sabores ao longo do percurso. Ambos fazem parte da página de tours gastronómicos no Porto.

Visitante escolhe entre vários doces expostos numa pastelaria durante um food tour no Porto.


Siga o Douro desde a cidade até à Foz

A oeste da Ribeira, a cidade começa a abrir. Os cais tornam se mais largos e o Douro passa por baixo da Ponte da Arrábida, por jardins e casas de barcos, até à Foz do Douro, onde encontra o Atlântico. Esta zona, já bastante afastada do centro histórico, é onde muitos habitantes locais correm, nadam e comem.

A histórica linha 1 do elétrico acompanha a margem do rio desde o Infante até ao Passeio Alegre, na Foz, e é operada pela STCP, a empresa de transportes públicos da cidade. A viagem em bancos de madeira é uma daquelas coisas divertidas para fazer no Porto que Portugal mantém relativamente discreta. No final da linha, o Farolim de Felgueiras encontra se no quebra mar e o passeio marítimo vira para norte ao longo do oceano.

É uma distância longa para fazer a pé. Um passeio ribeirinho de tuk tuk ou e bike permite aproveitar melhor uma tarde e ambas as opções fazem parte dos restantes tours no Porto.

Leia o nosso artigo para saber mais sobre a Foz do Douro e as praias do Porto.

E se tiver apenas um ou dois dias no Porto?

Comprima o plano em vez de o reconstruir. As versões mais curtas deste roteiro sobre o que fazer no Porto terminam simplesmente mais cedo:

  • Um dia: Clérigos e Livraria Lello, São Bento e a Sé, terminando na Ribeira ao final do dia. Um tour guiado a pé ou de tuk tuk justifica se aqui, porque fazer todo o percurso a pé deixa pouco tempo para o resto.
  • Dois dias: faça o primeiro dia descrito acima e depois atravesse a Ponte Dom Luís I para Gaia, visite uma cave e o miradouro da Serra do Pilar.
  • Três dias: acrescente Bolhão, um passeio gastronómico e o percurso ribeirinho até à Foz.

As coisas mais únicas para fazer no Porto surgem muitas vezes quando se tenta fazer menos: conhecer bem um bairro em vez de atravessar três a correr.

Dicas práticas para planear a sua primeira visita ao Porto

A maioria das coisas que corre mal numa primeira visita é logística. Planeie o que fazer no Porto tendo em conta os declives, os transportes e os horários de funcionamento e o resto torna se mais simples.

  • Escolha aderência em vez de moda. Calçada, escadas e passeios inclinados fazem parte de grande parte das caminhadas e o granito polido fica escorregadio quando chove.
  • Confirme os dias de abertura nos sites oficiais. Vários monumentos e museus encerram um dia por semana e os horários mudam fora da época alta. Chegar a uma porta fechada pode custar uma hora que não recupera.
  • Reserve antecipadamente atrações com hora marcada. A Torre dos Clérigos e a Livraria Lello funcionam com entrada através de bilhete e a compra no momento não está garantida em época alta.
  • Utilize os transportes. A rede moderna do Metro do Porto liga o Aeroporto Francisco Sá Carneiro (OPO), operado pela ANA Aeroportos de Portugal, ao centro, enquanto os autocarros e elétricos da STCP cobrem o resto. Leia o nosso artigo sobre como chegar do aeroporto do Porto ao centro da cidade.
  • Resolva primeiro o armazenamento da bagagem. Muitos hotéis guardam malas antes do check in, facilitando o planeamento de uma chegada cedo ou partida tardia.
  • Não sobrecarregue os dias. Dois ou três pontos principais por dia são suficientes, porque caminhar entre eles demora mais do que o mapa faz parecer.

Quer explorar para além do Porto?

Três dias chegam para conhecer a cidade. Com mais tempo, o Porto funciona bem como base para explorar locais próximos: as vinhas em socalcos do Vale do Douro, a escadaria barroca do Bom Jesus do Monte em Braga, as ruas antigas de Guimarães e os canais de Aveiro. O Visit Portugal é um bom ponto de partida para conhecer a região e o nosso guia de excursões a partir do Porto explica percursos e transportes em detalhe.

Quer explorar para além do Porto? Consulte o nosso guia de excursões a partir do Porto.

Construa o seu plano para o Porto

A lógica é simples: centro histórico, depois Ribeira, depois Gaia e as caves e, por fim, gastronomia e zona ribeirinha. As melhores coisas para fazer na cidade do Porto ficam relativamente próximas umas das outras; o esforço está no declive e não na distância. Quem segue esta ordem evita subir a mesma colina duas vezes.

Decida quais as partes que quer fazer sozinho e onde um guia acrescenta algo: a história por detrás dos azulejos, as colinas que prefere não repetir, a prova que vale a pena ter alguém a explicar.

Reservar diretamente com a Boost Portugal garante o melhor preço online e os nossos tuk tuks e e bikes são elétricos, silenciosos e adequados a estas ruas.

Perguntas frequentes sobre o que fazer no Porto

Quantos dias são necessários para conhecer o Porto?

Três dias são uma boa duração para uma primeira visita, permitindo conhecer o centro histórico, Ribeira, Gaia, Vinho do Porto, Bolhão e Foz.

O que fazer no primeiro dia no Porto?

Comece pelos Clérigos e Livraria Lello, continue por São Bento e pela Sé e termine o dia na Ribeira.

É fácil conhecer o Porto a pé?

Sim. Muitas atrações ficam próximas, mas a cidade tem fortes declives, calçada, escadas e pisos irregulares que tornam as caminhadas mais exigentes.

Vale a pena visitar Vila Nova de Gaia?

Sim. É em Gaia que se encontram as históricas caves de Vinho do Porto e alguns dos melhores pontos para observar a Ribeira.

Quais são as melhores coisas gratuitas para fazer no Porto?

Passear pela Ribeira, atravessar a Ponte Dom Luís I, explorar o centro histórico e visitar vários miradouros não exige a compra de bilhete.

O que fazer no Porto se tiver apenas um dia?

Concentre a visita nos Clérigos, Livraria Lello, São Bento, Sé do Porto e Ribeira em vez de tentar conhecer toda a cidade.

O que fazer no Porto em dois dias?

Dedique o primeiro dia ao centro histórico e à Ribeira e o segundo a Gaia, às caves de Vinho do Porto e à Serra do Pilar.

Vale a pena visitar a Foz do Douro?

Sim. A Foz mostra uma zona diferente da cidade, onde o Douro encontra o Atlântico, com passeios marítimos, praias e o histórico elétrico 1.

O que comer no Porto?

Entre os pratos e especialidades mais conhecidos estão francesinha, tripas à moda do Porto, bacalhau, petiscos, pastéis de nata e outros bolos acompanhados por um cimbalino.

Quais são as melhores excursões a partir do Porto?

Com mais tempo, Vale do Douro, Braga, Guimarães e Aveiro são algumas das opções mais populares para explorar a região.

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